RH
August 21, 2025

Responsabilidade social: como as organizações podem acelerar a transformação do Brasil

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August 21, 2025
Niky

No último dia no Palco 1 do CONARH 2025, Gisele Abrahão (GVA – Impactos Positivos), Giuliano Amaral (Mileto) e Luis Fernando Guggenberger (Instituto Ultra) fizeram um convite claro às empresas: responsabilidade social não é filantropia, é estratégia.

Quando o setor privado puxa educação, empregabilidade e cidadania, o impacto volta em forma de talento, produtividade e futuro do negócio.

Ensino médio-técnico e estágios: a janela de ouro (Giuliano Amaral)

Giuliano abriu com um ponto cego do nosso mercado: concentrar formação só no ensino superior exclui. No Brasil, apenas 20% dos jovens de 18–24 anos cursam faculdade; logo, 80% ficam de fora se a porta de entrada da carreira depende disso. Já o ensino médio é universal — e 87% dessa etapa está na rede pública.
Por isso, integrar técnico ao ensino médio amplia o acesso profissional para todo o país.

Alguns números trazem a dimensão do desafio e da oportunidade:

  • Só 13% dos estudantes fazem médio-técnico no Brasil (na OCDE, a média chega a 40%).
  • Na OCDE, 45% dos alunos do técnico já entram em estágio; no Brasil, menos de 10% dos que cursam médio-técnico estagiam.
  • Considerando todo o ensino médio, apenas 2% brasileiros estagiam (na OCDE, 18%; 33% na Noruega; 27% na Alemanha).

O PNE já mira elevar a participação do técnico; estados que ampliarem a oferta têm incentivos. 

“Os próximos cinco a sete anos serão transformadores para os programas de entrada.”

Na Mileto, focada nesse público, a intenção de efetivar estagiários pelos gestores supera 90%, prova de que empresa e jovem ganham.

Negócios de impacto: estratégia (e não caridade) em ação (Gisele Abrahão)

Gisele resumiu bem o espírito de todo o painel em uma frase marcante:

“Empresas que regeneram em vez de explorar e educam em vez de alienar terão vantagem.”

No Prêmio Impactos Positivos, foram 169 inscrições de todo o Brasil. Dos negócios selecionados, quase 40% atuam com educação, cultura e cidadania digital; 33 iniciativas (~20%) focam cidadania, direitos humanos e sociedade. Ou seja, quase 60% já nascem mirando transformação social.

Há apetite para escalar: 89% querem crescer (inclusive internacionalizar). O que falta? Capital (48%) e parcerias/redes (35%). A mensagem: a nova economia já começou e precisa de apoio, financiamento e visibilidade para ganhar tração.

Investimento Social Privado que move políticas públicas (Luis F. Guggenberger)

Luis trouxe dados sobre o “S” de “ESG”: no Brasil, o ISP é expressivo. Nos dados recentes que apresentou, fundações e institutos investiram R$ 4,8 bilhões em ações sociais  e só 10% via incentivos fiscais.

Oitenta por cento das organizações investem em educação, o que para Luis é estratégia de perenidade do negócio. O retrato do sistema educacional ajuda a priorizar:

  • Quase 40 milhões de matrículas e 2,3 milhões de docentes.
  • Um contingente equivalente a uma “Portugal” inteira fora da escola e do trabalho (os “nem-nem”).
  • 2,3 milhões de crianças até 3 anos fora de creches; 25% fora do ensino médio; 42% dos jovens nem sabem da existência do ensino técnico.

No Grupo Ultra, três alavancas guiam o investimento:

  1. Escola em tempo integral (do infantil ao médio), com modelos a serem replicados.
  2. Foco em Fundamental II (onde o IDEB tipicamente despenca) para recompor Português e Matemática, base para ler qualquer código de segurança em plantas e centros de distribuição.
  3. Recomposição de aprendizagem com professores e alunos, além de formação profissional conectada às vocações dos territórios.

Como começar na empresa (sem esperar o “plano perfeito”)

  • Crie pilotos e cases internos (Giuliano): comece por áreas com líderes naturalmente inovadores e escale após provar valor.

  • Leve dados ao board (Luis): RH precisa ser tradutor para executivos — acidentes, desperdícios e rotatividade têm custo e relação direta com educação e cidadania.

  • Forme líderes “potentes” pela exposição (Gisele): tire do ar-condicionado. Proporcione experiências em campo, projetos com escolas e voluntariado estruturado; é assim que se desenvolve repertório, empatia e visão de país.

Para a Niky, transformar a educação é um tema relevante

Responsabilidade social começa dentro de casa, cuidando de quem faz a empresa acontecer, e se amplifica fora dos muros. Por isso, a Niky coloca essa agenda no centro da estratégia de multibenefícios:

  • Educação como benefício: bolsas, cursos e trilhas que apoiam estagiários, trainees e equipes operacionais.

  • Saúde mental e bem-estar: categorias que ajudam a reduzir riscos psicossociais e sustentam permanência e desempenho.

  • Mobilidade e alimentação: suporte real para o Brasil diverso e com diferentes territórios.

Porque transformar o Brasil passa por formar gente e gente bem cuidada sustenta produtividade, reputação e futuro.

Seu RH mais estratégico começa com escolhas inteligentes

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