
Nem toda doença é visível. Muitas pessoas convivem diariamente com dores crônicas, fadiga extrema, limitações cognitivas ou tratamentos intensos, enquanto seguem trabalhando, entregando resultados e tentando “dar conta” do esperado.
As campanhas de Fevereiro Roxo e Fevereiro Laranja trazem luz justamente para essas realidades. Mais do que campanhas de saúde, as duas iniciativas convidam empresas e lideranças a falarem sobre empatia, acolhimento e inclusão no ambiente de trabalho.
Para o RH, esse é um momento estratégico para ampliar conversas que impactam diretamente clima, engajamento e retenção.
A campanha une duas frentes de conscientização em um mesmo mês:
Em comum, todas essas condições compartilham algo importante para o mundo do trabalho: muitas vezes não são visíveis, mas afetam profundamente a rotina, a produtividade e o bem-estar das pessoas.
Doenças crônicas ou graves não ficam do lado de fora quando o colaborador entra no trabalho. Dor, fadiga, lapsos de memória, efeitos colaterais de medicamentos e impactos emocionais fazem parte do dia a dia de muitos profissionais.
Quando o ambiente não está preparado:
Por outro lado, empresas que promovem informação e acolhimento constroem ambientes mais seguros, humanos e produtivos. Não só para quem convive com doenças, mas para todos.
Doença autoimune em que o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do próprio corpo. Pode causar dores articulares, fadiga intensa, lesões na pele e inflamações em órgãos internos. Afeta na maioria das vezes mulheres, especialmente em idade fértil.
Condição caracterizada por dor crônica generalizada, cansaço excessivo, distúrbios do sono, ansiedade e depressão. Apesar de não deixar marcas visíveis, impacta fortemente a rotina e a capacidade funcional.
Doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, cognição e comportamento. Embora mais associada ao envelhecimento, também impacta familiares e cuidadores que estão no mercado de trabalho.
A leucemia é um câncer que afeta as células do sangue e da medula óssea, comprometendo a imunidade. Os sintomas podem incluir:
O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento bem-sucedido, e a doação de medula óssea é fundamental para muitos pacientes. Embora a compatibilidade seja rara, o cadastro como doador é simples.
Empresas que falam sobre o tema ajudam a salvar vidas, ao ampliar informação e incentivar a solidariedade.
Mais do que campanhas pontuais, o impacto vem de ações consistentes. Algumas iniciativas que o RH pode promover durante (e além de) fevereiro:
Gestores são peças-chave. Treinamentos rápidos podem ajudar líderes a:
Sempre que possível:
Esses ajustes fazem diferença real para quem convive com doenças crônicas.
Planos de saúde, apoio psicológico, benefícios flexíveis e acesso facilitado a cuidados especializados ajudam o colaborador a não escolher entre saúde e trabalho.
Nem todo colaborador vai querer compartilhar sua condição. Isso precisa ser respeitado. O papel do RH é criar um ambiente em que falar seja seguro, mas nunca obrigatório.
Tanto o Fevereiro Roxo quanto o Fevereiro Laranja se tratam de convites para ampliar o olhar sobre saúde no trabalho. São lembretes de que a inclusão também passa por compreender limites invisíveis e oferecer condições reais para que as pessoas trabalhem com dignidade.
Quando o RH lidera essas conversas, a empresa dá um passo importante para construir uma cultura mais empática, sustentável e humana. O tipo de ambiente em que as pessoas querem ficar.
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