
Começo de ano no RH costuma ter duas velocidades ao mesmo tempo: a operação não para (férias, admissões, folhas, demandas urgentes), mas é justamente agora que dá para colocar ordem na casa e definir o ritmo do ano inteiro. E para lidar com essa combinação de demandas importantes, é uma boa ideia investir em um planejamento do RH.
Um bom planejamento de RH 2026 não precisa ser um documento enorme, mas precisa ser claro, realista e conectado com o negócio e com a experiência das pessoas. Neste guia, você encontra um caminho prático para definir prioridades, organizar um calendário e transformar boas intenções em entregas consistentes.
Quando existe planejamento, o RH sai do modo em que só “apaga incêndio” e ganha previsibilidade: orçamento mais bem defendido, ações com começo, meio e fim, além de lideranças alinhadas e indicadores acompanhados ao longo do ano.
E 2026 chega com um contexto importante: o cenário de saúde mental e riscos psicossociais está cada vez mais no centro das discussões. O ano será marcado pela adequação à NR-1, com empresas em processo para atender às exigências de cuidado e saúde mental antes da data limite, em maio de 2026. A partir de então, empresas que não se adequarem passarão a ser multadas (conforme repercutido pela Exame).
Antes de decidir “o que fazer em 2026”, vale responder: o que está doendo hoje? E o que, se melhorar, muda o jogo para o negócio?
Um diagnóstico simples já ajuda muito:
Se der para escolher só um, priorize o que combina volume + impacto (ex.: rotatividade alta em uma área crítica ou liderança despreparada em times grandes).
Planejamento bom é o que cabe na realidade. Em vez de colocar 15 frentes, selecione poucas prioridades que sustentem o resto.
Algumas das possíveis prioridades para 2026 podem ser gerar valor real com IA, desenhar o trabalho na era humano-máquina, mobilizar lideranças em cenários de incerteza ou evitar “atrofia cultural” para sustentar a performance.
Na prática, suas prioridades podem virar algo como:
A ideia aqui é simples: toda prioridade precisa virar meta com indicador e prazo.
Exemplos (ajuste para sua realidade):
Metas assim facilitam conversas com diretoria porque saem do planejamento e entram no resultado.
O orçamento de RH costuma ser disputado, então ajude o negócio a enxergar como investimento, não como custo. Um bom jeito é “amarrar” cada linha a um risco que será reduzido ou a um ganho esperado.
Estrutura prática de orçamento:
Aqui é onde muita estratégia se perde: ações ótimas ficam soltas e viram urgência em cima da hora.
Uma sugestão de calendário (enxuto e funcional):
Como já mencionamos, muito por conta da NR-1, 2026 tende a exigir mais maturidade em temas de saúde emocional e riscos psicossociais. Nesse contexto, empresas tendem a olhar mais para prevenção, ambientes saudáveis e gestão mais humana.
Benefícios modernos ajudam quando:
O segredo está em desenhar benefícios como parte da experiência do colaborador e medir adesão, percepção e impacto.
Se você tiver um dashboard perfeito, ótimo. Mas, se não tiver, comece com um painel simples revisado todo mês:
O planejamento vira realidade quando vira parte da rotina.
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