RH
August 27, 2025

O que fica do CONARH 2025: lições para um RH que desenha o futuro

RH
September 2, 2025
Niky

Três dias intensos, dezenas de palcos e um fio condutor claro: dados e tecnologia só fazem sentido quando colocam as pessoas no centro. Da organização ao benefício, do jurídico ao recrutamento, a mensagem que ecoou foi de autoria e responsabilidade;

“Você não sobrevive ao futuro… você faz o design dele.” — Tom Falkowski (Accenture)
“Construa focado em pessoas, expanda com IA.” — Sankar Venkatraman (LinkedIn)
“Cultura não é estática: é construída todos os dias por líderes e times.” — Alexandre Benatti (T-Systems Brasil)

A seguir, nosso parecer geral do evento: temas que mais apareceram, o que aprendemos e como isso se conecta com a prática do RH.

1) IA com foco humano (e resultados mensuráveis)

Sankar Venkatraman (LinkedIn) provocou: 70% das habilidades vão mudar nos próximos 5 anos, mas apenas 11% dos profissionais usam IA de forma integrada. A tecnologia amplia escala; o humano dá contexto, como lembrou Gustavo Torrente (Alura+FIAP): “O problema não é só a IA errar, é o humano não saber que ela errou.”

O caminho? Upskilling com curadoria, RH como orquestrador entre tecnologia e cultura, e decisões orientadas por dados.

2) Modelos organizacionais que combinam eficiência e propósito

Tom Falkowski foi taxativo: organizações precisam ser redesenhadas com dados, tecnologia e gente, revisitando camadas, papéis e fluxos para ganhar agilidade. A liderança passa a ser capaz de pensar em sistemas e realinhar o design continuamente.

3) Cultura viva, ética e liderança híbrida

No painel com Mercado Livre, Polenghi e T-Systems, ficou claro que cultura não é estática: “é construída todos os dias por líderes e times” (Alexandre Benatti). Transparência (códigos que saem do papel), autoconhecimento da liderança e rituais de presença no híbrido mantêm o pertencimento. 

Ou seja, flexibilidade deixa de ser benefício “legal”; vira estratégia de atração e retenção.

4) Diversidade e multiculturalidade como estratégia de crescimento

L’Oréal, Nubank e Amélie mostraram como diversidade vira produto, time e performance: do marketplace interno de talentos com IA (Nubank) a portfólios pensados para tons e cabelos reais do Brasil (L’Oréal). 

Como resumiu Eduardo Paiva: “Diversidade é agência de soma. Quanto mais perspectivas, mais inovação e resultados.”

5) Saúde mental saiu do tabu e entrou no orçamento

Tatiana Pimenta (Vittude), Débora Ferraz (Braskem) e Christian Cetera (Sírio-Libanês) apresentaram uma virada: psicoeducação, núcleos estruturados, indicadores e governança

O dado que chacoalha gestores: 31% de presenteísmo nas empresas. A NR-1 traz mapeamento de riscos psicossociais, exigindo ação contínua (e não campanha mensal).

6) Legislação trabalhista: de risco a campo de estratégia

André Teixeira (FDC), Luciana Ezequiel (Maersk) e Mikkel Mergener (Dream Learn Work) mostraram como acordos coletivos dão segurança e pragmatismo: 1.715 acordos e 711 convenções regulam teletrabalho desde a pandemia. Igualdade salarial e autodeclaração racial exigem respostas reais. “Legislação não é obstáculo, é campo de estratégia.” (Luciana)

7) Responsabilidade social que move a nova economia

Do ensino médio-técnico (apenas 13% no Brasil vs. 40% na OCDE) à força do Investimento Social Privado (R$ 4,8 bilhões em 2024), os painéis mostraram que empresas podem educar, regenerar e inovar.

Programas de estágio conectados à realidade multiplicam inscrições e ampliam acesso.

8) Inclusão de PCD: do discurso à execução

A última magna cravou: inclusão é direito e estratégia. A Specialisterne já inseriu 10 mil autistas com retenção de ~90%; o Instituto Ser+ atendeu 40 mil jovens e chega a ~80% de efetivação nos programas mais recentes. 

“Quem acolhe somos nós, gestores.” (Wandreza Bayona)

 Sem plano, preparo da liderança e métricas, cota vira letra morta.

9) Lideranças com alma de RH

Gabriele Carlos (ZEISS) e Marcos Samaha (Tenda Atacado) mostraram que gente no centro e negócio no topo são a mesma estrada. Reputação, coerência e decisão com fatos sustentam o crescimento. 

“RH não é só deixar pessoas felizes; a felicidade é consequência de decisões bem-feitas.” (Gabriele Carlos)

10) Cultura adaptável atrai (e retém) talento

Ian Nunjara (VML) resumiu a urgência: sete gerações convivem hoje nas empresas. Linguagem, rituais e programas precisam refletir essa pluralidade. O VMLab mostrou que ajustar comunicação e práticas pode multiplicar por 10 as inscrições. “Se a empresa não se adapta em sua cultura, o talento vai para outra.”

Plano de ação: 10 movimentos para levar do CONARH para a empresa

  • Governança de IA: mapa de casos de uso por área, critérios de risco/valor, trilha de letramento e dados limpos.

  • Design organizacional: revise camadas, funções e fluxos com dados; busque eficiência antes de headcount.

  • Cultura no híbrido: defina pautas mínimas de presença, rituais e feedbacks presenciais que importam.

  • Marketplace interno de talentos: inventarie skills (formais e “ocultas”) e orquestre mobilidade com IA.

  • Saúde mental: instale núcleo, indicadores (ex.: presenteísmo), psicoeducação e fluxos de cuidado coordenado.

  • Legislação como estratégia: fortaleça acordo coletivo, adeque-se à igualdade salarial e autodeclaração racial; prepare a NR-1 (riscos psicossociais).

  • PCD & neurodiversidade: crie um piloto com preparo de lideranças, adaptações simples e rituais de acompanhamento.

  • Educação técnica e estágio: conecte-se a escolas técnicas; desenhe programas de entrada e tutores por área.

  • Liderança com alma de RH: desenvolva autoconhecimento, ética aplicada e comunicação inclusiva.

  • Métricas que contam histórias: retenção, mobilidade interna, bem-estar, engajamento e impacto socioambiental — em dashboards que o negócio entende.

Como a Niky conecta esses pontos

Tudo o que atravessou o CONARH passa por benefícios como ferramenta de cultura: flexibilidade com regras claras, inclusão que vira prática, saúde mental com indicadores, educação que abre caminhos.

Com a plataforma de multibenefícios da Niky, o RH ganha:

  • Categorias que respondem ao agora: saúde mental, apoio a cuidadores, educação & upskilling (incluindo cursos técnicos), bem-estar, mobilidade, alimentação e muito mais.

  • Dados de uso e aderência para ajustar portfólio, comunicar resultado e apoiar auditorias (inclusive em temas ligados à NR-1 e igualdade salarial quando combinados a dados internos).

  • Comunicação pronta e segmentada para líderes e equipes — essencial para códigos vivos, escuta e engajamento no híbrido.

No fim, benefício é cultura palpável: traduz valores, remove barreiras, atrai talentos e melhora a experiência de quem faz o negócio acontecer.

O CONARH 2025 termina, mas a conversa continua

Fechamos o CONARH 2025 com otimismo pragmático: há muito trabalho pela frente, mas também caminhos claros. RH, tecnologia e liderança no mesmo projeto, com escuta e dados, têm potência para elevar performance e cuidar de gente… Ao mesmo tempo.

Agradecemos a quem passou no estande e acompanhou a cobertura!

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